quarta-feira, 30 de setembro de 2015

PROLACTINA AUMENTADA



A prolactina é um hormônio produzido pela glândula hipófise e é responsável pela produção do leite materno durante a gravidez e lactação.

Ela pode estar elevada em algumas situações fisiológicas (que não são consideradas doenças) como gravidez, amamentação, estímulo mamilar (por atividade sexual ou piercing) e estresse.

Excluindo-se estas causas, uma prolactina elevada pode ser decorrente do uso de medicação (antipsicóticos e alguns antidepressivos) ou por um tumor na glândula hipófise que secreta a prolactina  (chamado prolactinoma)

O prolactinoma é um tumor benigno, mais comum em mulheres na faixa dos 20 aos 40 anos. Geralmente é descoberto através de sintomas derivados da secreção aumentada da prolactina, que são: galactorréia (produção de leite pelas mamas) e alteração na menstruação (podendo causar infertilidade). Nos homens ela pode levar a queda da libido (desejo sexual), impotência e ginecomastia (aumento das mamas).Quando o prolactinoma cresce acima de 1 cm, pode levar a dor de cabeça e alterações na visão.

O diagnóstico da prolactina elevada (hiperprolactinemia) é realizado através de exame de sangue. Este deve ser feito em repouso para se evitar a influência do estresse. Já o prolactinoma é identificado pelo exame de Ressonância Magnética.

Apesar de tratar-se de um tumor, raramente é necessário cirurgia para sua retirada. Isto pois ocorre excelente resposta ao tratamento com uso de medicações. As drogas disponíveis para tratamento do prolactinoma possuem alta eficácia, normalizando os níveis de prolactina e reduzindo o tamanho do tumor.


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