terça-feira, 6 de maio de 2014

ESTEATOSE HEPÁTICA ou “FIGADO GORDUROSO”



Conhecida mais popularmente pela condição de “gordura no fígado”, a incidência de esteatose hepática na população tem aumentado nas últimas décadas, sendo sua prevalência mundial atual estimada em torno de 20%.

Na figura acima: á esquerda um figado normal, á direita um
figado acometido por esteatose hepática.
                               
O figado do paciente acometido por esta doença pode aumentar levemente de tamanho e tornar-se amarelado (veja figura acima). Aparentemente ocorre acúmulo de gordura nas células do fígado, que pode levar à inflamação deste órgão e, muito raramente, cirrose. Diabetes  e obesidade estão fortemente associadas ao aparecimento da esteatose hepática. Nos diabéticos ela pode ocorrer em 60% dos casos.

A esteatose hepática na grande maioria das vezes não apresenta sintomas. O paciente geralmente é diagnosticado através de exames de sangue feitos de rotina, onde é observada elevação de enzimas do fígado (ALT e AST ou TGO e TGP). Para investigação é solicitada uma ultrassonografia de abdomen, onde é possível encontrar achados compatíveis com a doença.

O diagnóstico final é feito através de uma biópsia do fígado, porém, por ser um procedimento invasivo e passível de riscos, ele só é realizado quando há duvidas quanto ao diagnóstico, o que na prática raramente acontece.

O principal tratamento é a perda de peso através de reeducação alimentar e atividades físicas. Pacientes que conseguem reduzir o peso corporal, principalmente diminuindo a gordura localizada na região abdominal, costumam reverter o quadro de inflamação do fígado, normalizando os exames de sangue e o ultrassom. Existem medicações que podem ser utilizadas, mas nenhuma mostrou ainda efeito significativo.

Quando ao tratamento nutricional, um erro comum é associar a esteatose hepática ao consumo de gorduras em excesso. Na realidade a gordura não é a unica vilã, carboidratos (doces, pães,bolos, massas) também contribuem para a esteatose hepática pois sabemos que estes alimentos , se consumidos de maneira abusiva , são “estocados” em nosso corpo na forma de gordura.

Bebidas alcoólicas também devem ser evitadas.

É importante ressaltar que nos pacientes com esteatose hepática, a maior preocupação não é o fígado (o risco de desenvolver cirrose é muito baixo), mas sim o coração. Isto porque estes pacientes tem risco aumentado de desenvolver doenças cardio-vasculares, como infarto e derrame. Assim, comorbidades associadas como colesterol alto e diabetes devem ser tratadas para se evitar estas complicações.

Nenhum comentário:

Postar um comentário